Sou amante da poesia Daquela que se escreve livre Daquela que ninguém a obriga a rimar Que é só loucura e vulnerabilidade Na verdade dos gestos Esquecemos a razão da palavras Não quero mais procurar por ti Vou derrubar o que há em mim Para que o amor possa nascer E quando tu chegues haja um jardim
Mas enfim, é um beijo no meio de uma frase Um olhar distraído pelo tremor Tão forte como um abraço no coração Tão louco como a sede desse odor Mas enfim, Nem tudo é grave em mim Nem tudo cabe aqui Sou livre, dono do meu destino Da minha sorte, do meu sextante Mas enfim, Estou calmo, sou sereno Nem sempre entendo Sou carinho, sou toque Sou a certeza dum abraço Mas enfim, É só um poema Escrito num bar Enquanto espero mais um copo Que por fim chegou
Bato na porta e espero entrar Vejo a luz acesa pela janela Cheiro a harmoniosa música Ouço o queimar de um cigarro Vejo a rugosidade da tua pele Sinto o castanho dos teus olhos Pelo abrir da porta, está gente Entro, sento-me, levito Giro no disco até parar Bebo mais um copo, relaxo Saiu à porta e vejo um mar De gente e pedras, chove Aguardo o carinhoso O calma cola, que há de vir Tudo sentado, o ritmo muda Un recuerdo de otros tiempos me llena la alma Me afoga el pecho en eso sentimento Me agobia la pasión de otros tiempos Espanto mis demonios Salgo puerta fuera Hablo con la mas negra de las vozes Que mal que no hay nadie para tocar con ella Paro y reparo en un nuevo casal Ella ajusta la pegada de su nuevo amor Paro y regreso a casa pensando Que bien que sabe la reciprocidad
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